O senhor Valdemiro Baiano, filho de Xangô e Ogum, foi o último zelador de santo entrevistado por nós nesse trabalho. Nascido em 13 de dezembro de 1928, tem 74 anos de idade. Nascido na Bahia, veio para o Rio de Janeiro em busca de trabalho ainda na década de 30. Tem 59 anos de santo feito com senhor Cristóvão Lopes dos Anjos da nação Efon; e fez todas as obrigações de Kêtu com mãe Menininha do Gantois. Iniciou falando sobre a razão que o levou a mudar de nação no candomblé. Segundo ele:
“Efon é desse tamanhinho assim, não quis se
expandir. Eu tenho cabeça de expandir, de crescer”.
Questionamos com ele essa prática de mudar de uma nação para outra sem hesitar, e nos falou que isso é perfeitamente normal. Se você não está satisfeito, deve e pode mudar, finalizou. Sobre sua roça no Parque Fluminense, diz que foi fundada há aproximadamente 50 anos, e está para ser tombada como patrimônio histórico, situando-se na rua Moacir Almeida, no Parque Fluminense em Duque de Caxias. Quando perguntamos a ele por que uma nação como a Kêtu se expandiu tanto e outra como a Efon continuou tão pequena, relatou que é a forma que as levaram a essa situação. Disse:
“Efon é pequenininha, não desenvolveu muito,
guardam muito escondidinho, muitos não faziam, eu estou
fazendo aqui. Não dialogavam. Não abriam pra ninguém,
morriam e levavam. Hoje ainda tem gente que morre e leva”.
Segundo ele Sr. Valdemiro de Xango, esse é um problema, e que se continuar assim, vão acabar fechando, pois a nação vai minguando até acabar. O senhor Valdemiro fez santo com 15 anos de idade, hoje esse senhor tem filhos de santo espalhados em vários estados do Brasil, como Ceará, Paraná, Bahia, São Paulo e no Rio de Janeiro, vive constantemente em viagens dando assistência aos diversos filhos espalhados pelo Brasil. Ele é um zelador tão preparado que é requisitado para colocar axé nos terreiros de seus filhos e amigos. Nessa oportunidade, falamos sobre um problema sério no candomblé que os zeladores anteriormente citados nessa obra também falaram: a questão dos sacerdotes imaturos, despreparados, mas que insistiam em abrir suas casas? Ele foi claro quando disse que esses zeladores pagam caro por essas precipitações. Segundo ele, quem nos escolhe é o orixá, nós devemos seguir o chamado do orixá. Quando perguntamos sobre o que pensa do candomblé na Baixada Fluminense, nos disse assim:
“O que eu acho muito no candomblé é a desunião,
um só quer derrubar o outro. Um quer sempre mais do que outro,
o candomblé muito desunido. O protestantismo é mais unido, o
candomblé mede força. Dificilmente você encontra uma pessoa
igual a mim que diz Kitala é minha mais velha. Se você perguntar
quem é Kitala, eu digo é minha irmã, minha Ebomy”.
Segundo ele(Sr Valdemiro de Xango) , os protestantes são mais organizados politicamente. O candomblé está sempre por baixo, mas ressaltou que essa desunião é hereditária no candomblé, vem da África. Já as nações mediam forças entre si e isso é próprio do candomblé, nós podemos melhorar, mas não tem como acabar com isso. Sobre a nação Efon, nos disse que está preparando sua casa na Bahia e pretende trabalhar por ela. Ainda sobre o candomblé na Baixada Fluminense, o senhor Valdemiro nos disse que desde que chegou ao Rio abriu três casas no Estado. A primeira na cidade Rio de Janeiro, a segunda na Chacrinha, em Caxias, e essa atual no Parque Fluminense, que está aberta há aproximadamente 50 anos. Segundo ele, desde que chegou a Baixada Fluminense abriram várias casas. Ele fez questão de mencionar os primeiros zeladores de santo que chegaram à Baixada.
“Quem deu início ao candomblé aqui na Baixada foi
Joãozinho da Goméia. Mas já tinha candomblé no Rio de Janeiro,
tinha o de Brancolé, o de João Allabá e o de João Abedé na cidade, na
Barão de São Félix, na Central do Brasil..., no bairro da Saúde.
Depois de Joãozinho veio meu pai Cristóvão Lopes dos Anjos...
Siriaco...”
Nessa oportunidade, ele nos falou sobre o preconceito que cerca o candomblé e disseque o candomblé é uma especialidade das mulheres contra os homens.
“Candomblé na realidade é de homem e não de
mulher, na África a alaó e babalaó e os filhos da casa são ligados ao
orixá do marido”.
Segundo ele, as mulheres no Brasil tomaram conta do candomblé.
“Elas vieram com o mais velho Iyanossô e Iyakalá,
com Babá Detá, quando Babá Detá morreu, elas tomaram conta e
não deixaram mais os homens sentar”.
Entre os nomes de zeladores homens citados pelo senhor Valdemiro, falou sobre o tio Bomboxé que é um dos fundadores do candomblé no Brasil, o avô de dona Regina Bomboxé, que é uma importante zeladora de santo na Baixada Fluminense. Dona Regina Bomboxé tem casa no bairro Eldorado em Duque de Caxias. Infelizmente não tivemos ainda uma oportunidade de conversar com ela. O senhor Valdemiro nos falou sobre o pai de dona Regina, o qual se chamava Benzinho. Segundo ele, ela entende de candomblé como ninguém. No final de nossa entrevista, o senhor Valdemiro ainda nos falou sobre as nações que estão presentes na Baixada Fluminense.
”Kêtu só pode vim dos Gantois, Engenho Velho, São
Gonçalo, Olga do Alaketu e minha mãe Regina. Qualquer outra
casa de Kêtu só pode ter saído de uma dessas casas. Jeje tem que vir
do Bogum e da Cachoeira. Bogum é Bahia e Cachoeira é de
cachoeiro. Angola tem que vir de Mariquinha Lembar, Maria
Neném, Bernardino, que era filho de Siriaco, que tinha casa em
Villar dos Telles. Efon veio com Cristóvão Lopes dos Anjos”.
Seu Valdemiro nos disse que conheceu pessoalmente esses importantes zeladores de santo, também nos relatou ser o primeiro xangô da nação de Efon. Quando perguntei sobre o presente e o futuro do candomblé na Baixada Fluminense, nos respondeu assim:
“O candomblé vai progredir certo ou errado.
Tem casa que eu olho, torto, vejo torto e deixo.
Está cada vez pior.
Vou te dizer uma coisa, - quanto mais marmoteiro, mais cresce.
Agora, a verdade não se escurece”.
Nossa entrevista com o senhor Valdemiro Baiano poderia ter durado mais tempo, mas os compromissos que ele ainda tinha a cumprir não nos permitiram continuar. No entanto, devo ressaltar que essa oportunidade foi muito proveitosa. Ele nos passou informações importantes sobre o candomblé. Pode-se perceber que se trata de uma pessoa muito especial nesse universo. Um zelador de santo raro, com profundo conhecimento sobre a religião. O senhor Valdemiro, sem sombra de dúvida, pertence a um grupo seleto de sacerdotes espirituais que cuidam das tradições e do desenvolvimento do candomblé no Brasil.
BIBLIOGRAFIA
CASTRO, M. História e Geografia. São Paulo: Ática, 1998.
FERREIRA, J. R. M. Construindo o conhecimento: Estudos sociais. Rio de Janeiro, 4. São Paulo:
FTD, 1992.
ORDONES, M. Brasil: da chegada dos portugueses à independência política. São Paulo: IBEP.
ROCHA, A. M. Os candomblés antigos do Rio de Janeiro. A nação Kêtu: origens, ritos e crenças.
Faculdades da Cidade -Top Books, 1994.
SANTOS, J. E. Os Nagô e a morte Pàde, Asesê e o culto Egun na Bahia. Coleção Mestrado/4.
Petrópolis: Vozes, 1998.
SOUZA, Marlúcia Santos., & PIRES, Junior. Roberto. Terra de muitas águas. Texto 05, 1996.
VERGER, P. F. Orixás: Deuses Iorubas na África e no novo Mundo. Editora Corrupio, 1981.
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sábado, 6 de março de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
exú do ílé asé





'' MOTUMBA BABA EGUNGUN ''
Egúngún ajùwòn lùkùlùkù gbugbu. A rago gbálè egúngún kiki egúngún
os Ancestrais tem poder alem da morte. Varremos e limpamos a terra para saudar a chegada de nossos antepassados.
O SENHOR DO CAMINHO ''
A ko yènà, Òrísà bi Ògún oníìré kò sí mó Bí kò sí Ògún A ko roko Ògún lo no okó Ògún làgbède Ògún làgbè, oun naa ni jagún jagún Bi o si Ògún a ko jeun
Não existirá mais de uma divindade como Ògún Sem Ògún Não se limpa o mato (para plantar) Sem Ògún não se abre o caminho A enxada pertence a Ògún Ògún é ferreiro Ògún é agricultor e guerreiro Sem Ògún não há comida
orin ògún (cantiga de ogum)
1-olóònòn kò ìyà ògún ó
olóòbe ìré re
olóyè ìré re
ògún senhor do caminho não nos castigue
senhor da faca(facão)esta bem (feliz) em ìré(cidade)
senhor da vida está esta feliz em ìré.
2-alákòró àdá kodé
alákòró ádá kodé
oní àrá pa ògún
senhor do àkòró(capacete)chega com a espada
senhor do àkòró chega com a espada
ògún o senhor de àrá (cidade)mata.
3-iré orí o pa
alákòró oní kòtò
ògún oní pa jà
feliz ele mata(decapta,decepa a cabeça do inimigo)
senhor do àkòró,senhor da arena
ògún mata na luta.
4-ògún alá ní okòn won omo kò iyà
ijó ijó nílé
ijó mònrìwò nílé
ògún senhor que tem coração(ama)não castiga os filhos
dança dança na casa
dança na casa com as fohas novas de palmeira.
sara de oya
quarta-feira, 25 de março de 2009
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terça-feira, 10 de março de 2009
EXÚ {ORIXÁ}


Èsù é um Orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo,Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú,. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.
Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.
Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada.
Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.
Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do Mal.Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou mesmo entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como fazem as religiões cristãs, estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso, pelo contrário na mitologia yoruba, bem como no candomblé cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como nós mesmos.
De caráter irascível, ele se satisfaz em provocar disputas e calamidades àquelas pessoas que estão em falta com ele. No entanto, como tudo no universo, possui de um modo geral dois lados, ou seja: positivo e negativo. Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.
Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda Rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú.
A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.
Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é o cargo denominado de Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei.
Exu praticamente não possui ewós ou quizilas. Aceita quase tudo que lhe oferecem.
Os yorubás cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios. Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra utilizados de forma bem precisa, em seus trabalhos.
Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: “Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame”. E assim é Exu, o orixá que faz: O erro virar acerto e o acerto virar erro.
Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, através de uma artimanha, conseguiu ser o Rei da região, tornando-se um dos Reis de Ketu. Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil, o reverenciam também com este nome.
Todos os assentamentos de Exu possuem elementos ligados às suas atividades. Atividades múltiplas que o fazem estar em todos os lugares: a terra, pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará. Ali estão depositados como elemento de força diante dos pedidos.
No Brasil, no candomblé, Exu é um dos mais importantes Orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas, as rezas, é saudado antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. O Exu Orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os Exus de Umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé tem um quarto para Exu, sempre separado dos outros Orixás, onde ficam todos os assentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham exu assentado.
É astucioso, vaidoso, culto e dono de grande sabedoria, grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio. Porém "(...)nem completamente mau, nem completamente bom(...)", na visão de Pierre Verger no texto de sua autoria "Iniciação" - contido no documentário "Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia", Exu reage favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.
Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Ian (reverenciado na cerimônia do padê).
A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera. Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.
Sacrificio para ExuNa nação de angola ou candomblé de Angola Exu recebe o nome de Aluvaiá, Bombo Njila, Pambu Njila, e Legbá, no Candomblé Jeje.
Não deve ser confundido com a entidade Exu de Umbanda.
Exu na Umbanda
Bará no Batuque
Exu no Xambá
[editar] Cuba
Em Cuba é chamado de Elegua.
[editar] Haiti
No Vodu haitiano é chamado de Papa Legba.
Elegguá ou Elegua é uma das deidades da religião yorùbá. Na Santeria é sincretizado com o Santo Niño de Atocha ou com Santo Antônio de Pádua.
Elegua é o dono dos caminhos e do destino, é o que abre ou fecha o caminho para a felicidade. É muito travesso. Seu nome significa o principe mensageiro.
Elegua é o porteiro de todos os caminhos, da montanha e da savana, é o primero dos quatro guerreiros junto a Oggun, Osun e Oshosi. Tem 201 caminhos e suas cores são o vermelho e o preto.
Vale a pena esclarecer que Elegua é conhecido como dos 201 e 401 pois se move entre os anjos que estão a direita (os 401) e os que estão a esquerda (os 201). Tem o poder sobre ambos os lados, controla os reinos do mal e do bem, cria o equilíbrio entre as duas forças, uma vez que tem domínio sobre elas.
Mais notável é a coincidência sobre os diversos panteões da cultura global a existência de uma deidade que sempre recebe as oferendas primeiro que o restante das deidades. Deidade muito dado a fazer Armadilhas. Deidade que comanda exércitos. Deidade favorecida pelo Deus superior de cada Panteão. Como exemplo Ganesh na religião Hindu representado com uma cabeça de elefante ou na região nórdica da Europa Loki.
Em um de seus caminhos foi filho de Okuboro e Añagui, reis da região de Egbá e em outro de Obbatala e Yembo, irmão de Dada, Oggun, Osun e Oshosi.
[editar] Oferendas e danças
A Elegua se oferece peixes e jutia defumada, milho tostado, coco, manteiga de corojo, aguardente, tabaco (pode ser cigarro), doces e balas de todo tipo.
Seus elekes (fio-de-contas) são de contas vermelhas e pretas alternadas. Para eles, se sacrificam cabritos, galos, frangos, franguinho de leite, jutia, ratos pretos ou vermelhos, e em algumas ocasiões que mereçam outros animais, o que supõe cerimônias mais complexas. (Cuba e Santo Domingo, hutía é um mamífero roedor pode ser paca ou cotia, pois os ratos acima vermelhos ou pretos, são provavelmente preás)
[editar] Patakki (Itan) de Elegguá
Furioso com os seus descendentes ao saber que Oggún havia querido ter relações com sua própria mãe, Obatalá ordenou executar a todos os varões. Quando nasceu Changó, Elegguá (seu irmão) levou-o escondido para sua irmã mais velha, Dadá, para que o criasse. Em pouco tempo nasceu Orula, o outro irmão, Elegguá, também temeroso da ira de Obatalá, o enterrou ao pé de uma árvore e lhe levava comida todos os dias. O tempo passou e um belo día Obatalá caiu enfermo. Elegguá buscou rápido a Changó para que o curasse. Logo que o grande médico Changó curou seu pai, Elegguá aproveitou a ocasião para implorar de Obatalá o perdão de Orula. Obatalá cedeu e concedeu o perdão. Changó cheio de alegria cortou a árvore e dela entalhou um belo tabuleiro e junto com ele, deu a seu irmão Orunmila o dom da adivinhação. Desde então Orunmila diz: “Maferefum (benção) Elegguá, maferefum Changó, Elegbara”. Também pela mesma razão a ékuele (moeda usada na Guiné Equatorial) de Orunmila leva na soldadura um fragmento do colar de Changó (branco e vermelho) por uma ponta. Desde então Orunmila é o adivinhador do futuro como interprete do oráculo de Ifá, dono do tabuleiro e conselheiro dos homens.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
casa pequena mais de coração grande
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